Universo Vasco

Análise de Pedro Ícaro: Início com pé esquerdo na série B

VASCO 1X1 VILA NOVA

ANÁLISE: PEDRO ICARO

INÍCIO COM PÉ ESQUERDO NA SÉRIE B

 

O Vasco estreou na Série B 2022, e trouxe um resultado que nenhum vascaíno queria; com o Caldeirão lotado, com quase 20 mil torcedores empurrando o time, se viu um Vasco frágil, sem criatividade e que conseguiu somente um empate. Resultado frustante, o que coloca a vida de Zé Ricardo na Colina, em cheque.

 

O time teve tempo de sobra pra treinar, quase 20 dias em relação a última partida pelo Carioca, contra o Flamengo. Tempo de sobra pra se preparar e mesmo assim se viu um time sem intensidade, muito espaçado, e errando muitos passes. O Vasco não tinha triangulações e aproximações, o que prejudicou e muito na parte de construção das jogadas.

 

Zé Ricardo iniciou com Bruno Nazário, o meia que tinha o objetivo de se aproximar de Nenê, nada fez e foi peça nula, assim como Nenê, que sofria forte marcação. Com os dois meias sumidos do jogo, só sobrava ligação direta para Gabriel PEC, porém o jovem não é um Lionel Messi pra partir pra cima sozinho sem apoio dos seus companheiros. E ainda assim, observamos que até no PSG, Messi precisa de companhia de jogadores para entregar a bola depois de um drible. Não se joga futebol somente na individualidade de um jogador.

 

Os volantes vascaínos se perderam. Depois dos zagueiros são eles que são responsáveis por abastecer a fase de construção das jogadas, não se apresentando pra fazer esse papel de ligação faziam com que os zagueiros fizessem ligações diretas, na maioria sem sucesso. Juninho entrou e mudou isso, deu dinâmica ao meia, mas o jovem ainda precisa largar a bola quando é necessário.

 

Se o Figueiredo não for titular no próximo jogo, será um erro grande. Em algum lugar do time ele tem que entrar. O jogador entrou no segundo tempo, com mais vontade, intensidade, arriscando para o gol, obrigando o goleiro a trabalhar, além de ser uma peça chave para recomposição defensiva. Outro bom destaque foi Lucas Oliveira, que mesmo fora de posição, mostrou desenvoltura.

 

Os gols da partida saíram de bolas paradas. O Vasco abriu o placar através de cobrança de escanteio de Nenê, que cruzou na primeira trave, onde teve desvio de Edmar e do zagueiro adversário, que obrigou o goleiro espalmar. No rebote, Raniel não desperdiçou.

 

Já o gol do Vila Nova foi no nosso tormento conhecido, a bola aérea defensiva. Em cobrança de escanteio ou você marca por zona ou individual, só não pode deixar de marcar, e nessa bobeira

Arthur Rezende chegou igual um foguete, quando se viu livre de marcação e empatou.

 

Começou a batalha de 2022, a resposta tem que ser imediata, o próximo jogo é contra o CRB, fora de casa, e vencer será fundamental, mas em primeiro lugar: é necessário mudar a postura como time.

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