Universo Vasco

Vasco sequer minimiza problemas financeiros com relação a atuais débitos na gestão Salgado

“Ficamos na Série B, mas pelo menos diminuímos as dívidas”… não foi bem assim

Apesar dos balanços apresentados pelo atual presidente Jorge Salgado, alegando que houve uma grande melhora nas dívidas, a crise financeira do Club de Regatas Vasco da Gama está longe de acabar. Em seus nove meses de administração, o atual presidente não demonstrou sinais de melhora e com a permanência na Série B, isso tende a piorar.

O Vasco registrou em 2021 uma arrecadação maior do que o ano anterior, mas devido a um adiantamento do campeonato brasileiro, que fez o clube colocar R$23 milhões, referentes a transmissão de 2020, no balanço de 2021, ou seja, postergando a receita.

As receitas tiveram destaques na venda de atletas, como o Talles Magno, a queda brusca dos sócios, a venda de materiais esportivos, que foram normalizados apenas no segundo semestre, o novo modelo do Campeonato Carioca que rendeu R$16,3 milhões em 2020 e esse ano rendeu apenas R$1,9 milhão.

Os gastos foram reduzidos, mantidos no mesmo nível próximo da temporada anterior. O Vasco até conseguiu pequenos lucros em ambos os períodos, mas está longe de ser o essencial para diminuir drasticamente as dívidas necessárias.

Podemos notar que no balanço geral de 2020, o Vasco terminou o ano com uma dívida de R$832 milhões e em setembro deste ano, eram R$830 milhões.

O total foco do atual presidente foi diminuir as dívidas a longo prazo e tentar abater todas a curto prazo, por exemplo, ao término de setembro, o Vasco tinha R$ 25 milhões em dívidas com seu presidente, Jorge Salgado, pois foi necessário tirar dinheiro do próprio bolso para ajudar nas dívidas rápidas.

Já aqueles problemas dos encargos sociais não foram pagos durante a maior parte de 2021, enquanto o clube renegociava a dívida tributária com a PGFN, então essa dívida aumentou quase R$19 milhões.

Em relação a dívida com fornecedores, o clube renegociou com a Cedae e conseguiu abater R$9 milhões por meio de descontos.

Em resumo, as dívidas estão longe de serem melhoradas, elas apenas foram renegociadas ou abatidas para obter os descontos, é o famoso “pegar um empréstimo para pagar outro empréstimo”

Os números colocados foram buscados pelo ge, com base em balancetes publicados pela diretoria cruzmaltina. Eles estão disponíveis ao público na área de transparência do site oficial do clube. O período analisado neste texto vai de janeiro a setembro de 2021, até o terceiro trimestre.

 

Por João Victor Barros

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