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Roberto Monteiro e Edmilson Valentim estão de volta ao quadro social do Vasco após terem sido expulsos; entenda o caso

Em decisão proferida nesta terça-feira pelo juiz Carlos Sergio dos Santos Saraiva, titular da 43ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ/RJ), ficou determinado que Roberto Monteiro e Edmílson Valentim, respectivamente presidentes dos conselhos Deliberativo e Fiscal no mandato de Alexandre Campello, estão de volta ao quadro social do Vasco.

Monteiro e Valentim, que são beneméritos e sócios remidos do Vasco, haviam sido expulsos em sessão do Conselho Deliberativo, hoje presidido por Carlos Fonseca, realizada em 28 de maio. Na ocasião, por maioria de votos, a dupla acabou excluída do quadro social do clube. O mesmo evento julgou Silvio Godoi, presidente do Conselho de Beneméritos no mandato de Campello, mas a maioria optou pelo arquivamento do processo.

Em parte de sua decisão, o juiz Carlos Sergio dos Santos Saraiva viu a decisão pela expulsão de Monteiro e Valentim como um movimento de “eliminação política de desafetos”Confira o trecho abaixo:

“Pela análise da exordial e dos documentos acostados, possível aferir que aos demandantes foi aplicada a pena mais gravosa, qual seja, exclusão do quadro social e cassação de mandatos. Do cenário narrado, de beligerância ente grupos políticos oponentes nas eleições do clube réu no ano de 2020, vê-se que, a princípio, a decisão do Conselho Deliberativo foi efetivamente empregada para eliminação política de desafetos, no caso os dois demandantes, eis que um 3º sócio teve melhor sorte e foi absolvido quanto aos mesmos fatos”.

Entenda o caso

 

Em 23 de fevereiro de 2021, seis associados solicitaram abertura de investigação contra os ex-presidentes de poder do Vasco. O objetivo era apurar se houve descumprimento do estatuto por parte deles na elaboração da lista de sócios aptos a voto na última eleição.

Uma Comissão de Inquérito foi instalada em 4 de março por decisão de Carlos Fonseca, presidente do Conselho Deliberativo. O relatório da apuração foi apresentado em 3 de maio.

O relator da Comissão de Inquérito, Marcelo Simon da Silva, concluiu que havia indícios para aceitar a denúncia contra Monteiro, Valentim e Godoi no caso da exclusão dos sócios anistiados da lista. O relator defendeu ainda o arquivamento da denúncia contra Monteiro, Valentim, Godoi e Alexandre Campello (então presidente da Diretoria Administrativa) no caso da inclusão de associados não recadastrados na lista.

As duas votações na comissão tivera aprovação das posições do relator por maioria de votos. Nos dois casos, dos nove integrantes da comissão, dois votaram contrariamente.

A votação desta sexta no Conselho Deliberativo versou sobre a atuação da Junta Eleitoral. Em julho do ano passado, ela aprovou a inclusão de sócios de três categorias (benfeitor remido, remido e campeão) na lista. Eles estavam inativos pois não atenderam ao recadastramento de 2018. Campello, Monteiro, Godoi e Valentim foram favoráveis à mudança. Na mesma reunião, a Junta Eleitoral aprovou a exclusão da lista dos associados da categoria geral que haviam sido anistiados em 2018. Monteiro, Godoi e Valentim votaram a favor. Neste caso, Campello foi contra. Faues Cherene Jassus, o Mussa, então presidente da Assembleia Geral, foi contra as duas modificações.

Fonte: ge

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