Universo Vasco

Irresponsavelmente, Vasco obriga sócios à irem até São Januário em meio a pandemia para reivindicarem seus direitos

Os sócios do Vasco foram obrigados a formar filas em São Januário em meio a uma pandemia para as impugnações da Assembleia Geral Ordinária do clube (nome dado as eleições), prevista para 7 de novembro. O clube divulgou recentemente a lista de cerca de sete mil pessoas aptas para voto e seis mil elegíveis.

O prazo para as impugnações é de cinco dias, além de ser obrigada a presença física de cada pessoa, ainda que em época de pandemia. A aprovação das diretas não foi reconhecida pelo presidente Alexandre Campello e tem efeitos ainda sob decisão da Justiça.

A decisão é mais uma dentro do conturbado ambiente interno do Vasco, em ano eleitoral. Polêmicas não faltam, seja a respeito da reforma do estatuto ou das diretas. A última atitude da atual diretoria de obrigar os sócios a irem até a sede de São Januário para buscarem seus direitos foi mais uma em desrespeito aos torcedores que tanto querem o bem do clube.

Em plena pandemia, os sócios foram obrigados a correrem riscos de saúde, de contraírem a doença no país que possui o maior número de infectados e mortes por covid-19.

Mas, para a atual diretoria, isso parece apenas mais uma segunda-feira cotidiana, uma vez que não envolve seus direitos pessoais. A infelicidade é para quem precisa correr atrás dos seus direitos, a qualquer custo.

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