Universo Vasco

Catatau além do apelido: Conheça a história do novo reforço do vascaíno

O apelido é sujeito à piadas, principalmente às relacionadas com o desenho Zé Colmeia.

Junto de seu companheiro de Madureira Marcelo Alves, Ygor Catatau chega ao Vasco por empréstimo até dezembro, nesse período, será avaliado pela direção.

E, esse é o motivo pelo qual Catatau considera ter sua grande chance não só da carreira, como da vida. Atuar em um Gigante do futebol brasileiro após muita luta até chegar onde chegou, já é um sonho conquistado pelo jovem de 25 anos.

Ygor começou no mundo do futebol já com 20 anos, a idade estourando nas categorias de base do Madureira. Por conta disso, mas também do bom futebol, foi promovido ao time profissional.

Mas se engana quem pensa que ele apenas jogou futebol em sua vida. Desde os 12 anos ele já ajudava seu pai a guardar carros, no Leblon, o que ajudava a manter sua família, com muito trabalho duro.

– Trabalho com meu pai desde os 12 anos, sempre no Leblon, guardando carro com o meu pai. Ele continua lá, na rua Fadel Fadel. Minha trajetória é muito sofrida. Sempre tive que trabalhar para ajudar a minha família, trabalhar por fora e conciliar com os treinos. Tentando aqui, tentando ali. Passei em um teste no Madureira, mas continuei trabalhando com meu pai. Quando comecei a conquistar espaço, não tinha mais como trabalhar com meu pai. Mesmo assim, nunca deixei de trabalhar – contou.

No Madureira, ainda foi emprestado ao Barra da Tijuca e ao Boa Esporte para ganhar experiência. Voltou a se destacou mais uma vez. No Carioca desse ano marcou três gols, sendo titular em todos os jogos. Marcou inclusive contra o Botafogo e Fluminense, e curiosamente, perdeu um gol incrível contra o Vasco, seria o destino?

Sobre o apelido, Catatau revelou ter surgido da infância, por conta do seu irmão:

– Tenho um irmão mais velho. Ele sempre foi gordo e alto. Eu sempre fui magro e pequeno (risos). Sempre andamos juntos, na Abolição, no Conjunto dos Ferroviários. Quando criança, quando eu descia com ele de mãos dadas para comprar pão, a rapaziada mais velha brincava: “Caraca, olha ali o Catatau e o Zé Colmeia (gargalhada). Aí pegou até hoje. Desde então todo mundo nos chama assim. Eu gostei também, entramos na brincadeira. Eu só sou o Catatau porque ele é o Zé Colmeia.

O jogador também contou os bastidores de sua negociação com o Vasco, não escondendo a alegria do momento quando recebeu o contato vascaíno:

– (O contato) Chegou através do seu Elias (Duba, presidente do Madureira). Depois da partida contra o Vasco, tivemos folga, fui para casa. Na segunda-feira o seu Elias me ligou e deu a notícia. Fiquei feliz demais. Até agora a ficha não caiu. Muito feliz por ter uma oportunidade dessas na minha vida, que eu tanto trabalhei para ter – concluiu Ygor.

Catatau ainda terá tempo para mostrar serviço, apesar de não atuar no jogo-treino provavelmente por ainda precisar passar por exames médicos. o Vasco planeja novos amistosos para manter a equipe condicionada fisicamente e cogita participar de um torneio com o rival Flamengo.

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