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Luxemburgo revela exigências e esclarece o que o levou a sair do Vasco

Com uma passagem de considerável sucesso pelo Vasco em 2019, evitando um novo rebaixamento do clube, e ainda conseguindo a classificação para a Copa Sul-Americana, muitos não entenderam os motivos que fizeram Vanderlei Luxemburgo deixar o Vasco, ainda no final de 2019.

Mas isso o próprio treinador, hoje no Palmeiras, esclarece. Em entrevista ao site Torcedores.com.

Luxa explicou alguns pontos que considerou como crucial, não em questão salarial, mas sim em reforços que fizessem o clube subir uma prateleira.

– Não teve acerto com o Campello. Pedi ao Vasco para renovar com o mesmo salário, que é o que recebo no Palmeiras. Minha preocupação era trabalhar. Investimento em futebol, não em pagar dívida. A dívida seria paga com futebol, que é a única coisa que paga dívida em clube.

– Se o futebol não está bem, não se paga dívida nenhuma. Eu queria investir em dois, três jogadores de qualidade, ter um time melhor, que não fosse brigar para não cair, mas por vaga na Libertadores e, de repente, título em Campeonato Carioca ou Copa do Brasil, que é mata-mata – completou.

Luxemburgo ainda citou uma exigência para que renovasse com o clube: a solução para os salários atrasados.

– E era uma exigência minha ele cumprir (com os salários) o que até hoje não cumpriu: pagar os salários do ano passado aos jogadores – explica o treinador.

Vanderlei também esclareceu que até hoje o clube o deve, tendo recebido apenas um mês de trabalho, além de ter arcado com obrigações que eram do clube.

– Poderia até atrasar no ano seguinte e combinar como combinou, de atrasar dois meses e pagar um, mas começando o ano zerado. Era um compromisso que eu tinha com os jogadores, e eu tinha certeza de que ele não ia cumprir. Isso teria um desgaste muito grande e, no final das contas, cai sempre para o treinador. Trabalhei oito meses no Vasco da Gama e recebi um. E ainda paguei uma série de coisas que fiz lá –
revela.

O treinador fez questão de reforçar que não deixou o cruzmaltino por dinheiro, mas sim por ideal, ele afirma que recebe o mesmo no Palmeiras hoje.

– Eu queria trabalhar, não estava preocupado com isso. E as exigências que fiz no Vasco da Gama não tinham nada de absurdas. Era para estar como estou no Palmeiras, trabalhando feliz, como gosto de fazer. E coloquei metas para serem alcançadas dentro do Palmeiras, metas importantes – conclui.

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