Universo Vasco

Euriquinho esclarece venda precoce de Mateus Vital, fala de eleições diretas, Lasa e possível candidatura

Eurico Brandão, filho do falecido ex-presidente do Vasco, Eurico Miranda, participou de uma live no canal Fala Vascaíno, onde respondeu à perguntas tanto dos apresentadores, como dos torcedores, e aproveitou para esclarecer alguns temas, como a polêmica Lasa, a venda de Mateus Vital ao Corinthians e comentou sobre o ambiente interno de São Januário.

No começo da entrevista, Euriquinho foi questionado sobre uma possível interferência interna no clube, na escolha de escalações, jogadores e afins, inclusive o assunto veio à tona após o ex-vascaíno Éder Luis revelar que teria sido excluído do elenco por causa do então dirigente.

– É muito difícil definir certo o que é interferência. Pra mim é quando eu mando no cara para escalar, tirar jogador etc, e isso eu jamais fiz. Foi uma entrevista infeliz do Éder luis, acredito que por muito mais de mágoa dele do que por perseguição. Inclusive os treinadores da época confirmaram que eu nunca interferi em nada.

– Agora, eu era um cara presente, conversava com o treinador, discutia, dava opinião, juntava todo mundo, acredito que a função do dirigente é estar ali próximo e conversar. cobrar. são demandas do departamento de futebol – completou.

Sobre a política do Vasco, Euriquinho citou que hoje existem torcedores do Vasco que priorizam seus candidatos acima do clube, e em segundo lugar, colocam o Vasco, o que no final das contas fica ruim para a instituição. Para o benemérito o Vasco precisa de união.

– O que eu prezo é que hoje existem no vasco torcedores de candidatos de grupo político, primeiro pensando no candidato e depois no clube. O Vasco precisa de ma pessoa, quem quer que seja, que consiga fazer com que as pessoas pensem primeiro no Vasco. Mas é difícil.

O agora torcedor do clube, também fez questão de esclarecer alguns pontos, como seu apoio à candidatos, grupos políticos e até a possibilidade de se candidatar.

– Não tenho grupo, nunca tive grupo no Vasco, tenho apenas alguns grupos do Fuzarca, sou amigo do Leven, do Desenvolve Vasco. Mas cada um tem uma ideologia política, cada um caminha com quem quiser.

– Eu não acredito que consiga uma trégua política no Vasco, uma pausa nessa guerra. São vascaínos trabalhando contra o Vasco, por isso não me candidato – garantiu ao ser questionado sobre uma candidatura.

A respeito de seu apoio na próxima eleição do clube, Euriquinho afirmou primeiramente ter um compromisso firmado com o candidato Luis Manoel, a ideia seria um plano de pacificação para o Vasco. Entretanto, Brandão reconheceu estar em dúvidas de quem realmente terá seu apoio atualmente após apoiadores de Manoel criarem atritos com outros grupos, e garantiu que ajudará a quem quiser sua ajuda, independentemente de quem for.

– A principio (estou) com Luis Manoel, mas to na dúvida, como a base dele partiu para uma eleição bélica, eu fiquei em dúvida, vou analisar os projetos e apoiar aquele que eu achar mais conveniente. Quero um candidato que faça as pessoas saírem de casa desarmadas, independentemente se eu gosto dele ou não, quem fizer isso, é o melhor candidato pro Vasco.

Euriquinho porém, foi bastante objetivo ao ser questionado sobre em quem não votaria ou seguiria: Jorge Salgado.

Segundo o próprio, ele se diz contra aos que considera como ‘cardeais’ do Vasco, há anos no clube e que não aceitam ideias novas, apenas as antigas e arcaicas. Para Brandão, Salgado tem exatamente esse perfil.

 

Outros tópicos da entrevista você pode conferir abaixo:

Qual seria o principal objetivo em caso de ser candidato?

Ainda tenho esperança que todos sentarão numa mesa e chegarão em um acordo pelo melhor para o Vasco, vou dar meu melhor para isso, ao menos para sentarem na mesa e conversar. Quando pensei em me candidatar, meu único projeto inicial era colocar os candidatos sentados na mesa.

 

Lasa

Foi um erro, não se concluiu o contrato, mas o Vasco não teve prejuízo, não expôs a marca, e no dia seguinte que se rompeu o contrato, o Vasco estava no mercado novamente.

 

Polêmica venda de Mateus Vital ao Corinthians

Vital foi vendido a preço baixo, barato, ele vale mais do que foi vendido, mas ele não queria renovar com o Vasco, por ser muito cobrado pela torcida, vaiando, com a vaia se desvaloriza o jogador pro mercado. Ele ia ficar livre pra ir embora do Vasco, de graça, eu assumi o compromisso dele que se ao final da temporada ele continuasse com problemas pra se firmar com o torcedor, eu liberaria caso chegasse alguma proposta. Teve clube da Holanda cogitando oferecer 2 milhões de dólares na época, falaram que iriam fazer proposta e não fizeram, só chegou o Corinthians. Ele chorou no vestiário quando chegou a ser vaiado pelo Maracanã inteiro. Então era melhor conseguir algo para o clube, do que ele sair de graça. Ele sabe o que aconteceu, o clube ainda ficou com parte do jogador para uma futura renda.

 

Eleições diretas

Sou a favor, até pra desfazer esse clima bélico, de confrontos no clube.

 

Reforma do estatuto

Essencial, tem que ser reformado como principal ponto, a responsabilização do dirigente, a grande mudança tem que ser a responsabilidade, hoje não há responsabilidade, o dirigente é só cobrado, mas não responde por nada. Com novo estatuto todos passam a ser responsabilizados efetivamente.

 

Problemas e dispensas de Rodrigo e Nenê

Eu tinha uma relação pessoal com o Rodrigo muito forte, mas isso se confundiu depois com a minha relação como dirigente, muitos entendiam que ele deveria ter sido afastado, com o Nenê a mesma coisa, mas ele era menos chegado a mim, e isso foi muito difícil de lidar pra mim, não tive capacidade de lidar, errei. Fui frouxo, saí e deixei o Anderson Barros comandar. Mas hoje já estamos numa boa, não conversei com ele depois disso, mas não tenho nada contra ele, foi um jogador esplêndido.

 

Julio Brant

Já tive rusgas com ele, mas chega uma hora que você pensa, “pra que brigar?” nunca conversei com ele nem nada, então não tinha motivos. Briguei com ele quando ele atacou meu pai, que estava doente. Depois ele me respondeu que lamentava e se arrependia. E pra mim ta solucionado o problema. Ele tem a campanha dele, não voto nele por não acreditar no grupo dele, apenas.

 

Golpe

Foi realmente uma estratégia política, muitos chamam de golpe, mas não foi uma estratégia. Não foi o conselho de beneméritos que fez o Campello presidente, foi a cisão da chapa, metade dos candidatos votaram para que o Campello fosse eleito. Naquela cisão se aprendeu que o presidente tem que ter ali pessoas confiáveis, que compactuem com a ideia de gestão. Se não desse problema ali, ia dar mais à frente, já ia dar uma separação no grupo.

 

 

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