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Conflito de documentos entre poderes coloca incerteza nas eleições diretas do Vasco

A eleição direta foi aprovada no Vasco em 2020, e agora aguarda apenas por mais um estágio, a confirmação de concordância por parte dos sócios na Assembléia Geral Extraordinária do clube.

Porém, uma troca de documentos recente, colocou uma interrogação neste ponto. Isso por conta de três poderes do clube divergirem a respeito do assunto.

Os três poderes que divergiram foram, a Assembleia Geral, de Faués Jassus (O Mussa), o Conselho Fiscal, de Edmilson Valentim e o Conselho Deliberativo, de Roberto Monteiro. Esse poderes integram um conjunto que ainda possui outros dois, totalizando os cinco totais do clube.

O conflito se dá pela intenção de Mussa em convocar apenas uma Assembléia Geral Extraordinária para que o sócio possa votar dois pedidos: a reforma do estatuto do clube, tão desejada pela maioria dos torcedores por também incluir o voto direto, sem as eleições passarem por nova votação no Conselho do clube, e o pedido feito pelo grupo “Nova Resposta Histórica”, que pede o poder para o associado decidir a eleição.

O desejo de Mussa vai contra as ideias de Edmilson Valentim e Roberto Monteiro, que citam algumas assinaturas do movimento Nova Resposta Histórica como motivo para uma revisão do pedido. Por conta disso, Valentim e Monteiro preferem que a convocação para a Assembleia Geral seja destinada apenas para a aprovação ou não da reforma estatutária, e não do pedido referente ao movimento. Vale ressaltar que, a reforma do estatuto inclui a eleição direta no clube.

Enquanto Mussa pede por apenas uma AGE (Assembléia Geral Extraordinária) para tratar ambos os assuntos, Valentim se diz contra, por acreditar existir a possibilidade de conflito jurídico e infrações ao estatuto.

Segundo Valentim, Mussa não possui a legitimidade para validar as 1.106 fichas, do movimento Nova Resposta Histórica, sozinho. E recorda um fato anterior, de quando Mussa criticou o comportamento do presidente Campello de dar acesso à lista de sócios do clube, o que gerou conflitos internos no clube.

Monteiro, além de assinar em abaixo das palavras de Valentim, apontou haverem equívocos para uma convocação de Assembleia Geral com dois fins, e citou não querer acreditar que possa se tratar de alguma manobra.

Ainda, Roberto Monteiro rebate mencionando a existência de denúncias sobre possíveis irregularidades na lista de sócios com direito ao voto.

Com isso, há a possibilidade de um prolongamento maior para que o assunto seja decidido, afinal há a necessidade de nova análise e debate do mesmo.

A divergência entre os poderes evidencia novamente um clássico e antigo problema do Vasco: a divisão política. Além de supostamente haver o desejo de alguns em atrasar as convocações que decidirão a reforma ou não do estatuto, visando interesses pessoais.

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